Sadoul, Kael, Fonseca…

Se houvesse alguém que acompanhasse este blog, poderia estranhar uma crítica de cinema aqui. Mas como não mantenho uma freqüência na publicação, ninguém acompanha o que escrevo. Explico (como se fosse necessário…): crítica não é lá uma atividade muito máscula. Você não vê um cara de chinelo de dedos saboreando um copo de mocotó num boteco e pensa: “Esse escreve crítica de cinema”. Não sendo uma atividade muito máscula, não combina com este blog.

Este post abaixo é resultado de uma troca de figurinhas. O texto não é meu, foi feito por um blogueiro com quem troco umas idéias de vez em quando. O cara o tinha  pronto e mandou pra mim, perguntando o que eu achava.

O texto, embora não seja especificamente sobre isso, dá um chutinho naquela porcaria de filme ‘300’, em que um bando de bichas gregas enfrenta uma porrada de árabes nojentos, sendo traídos por um corcunda caolho. Na categoria alegoria e adereços o filme tem o Rodrigo Santoro cheio de piercings e dublado; e entre os árabes tem uma ala de monstros que parecem saídos do game Doom numa versão Joãozinho (Joãosinho?) Trinta.

Menti ao autor, dizendo que o texto tava legal. Perguntei quando ia publicar. Ele respondeu “Não vou. Pensei muito, e vi que se tenho aspirações no mercado de cinema, é melhor não criar atritos com pessoas das quais eu possa precisar amanhã.

Bom, cada um sabe de seu próprio rabo. Mas penso que quem tem ojeriza ao que também me dá nojo merece meu apoio. Respondi “Se deixar, eu publico.” Segue abaixo:

Quem critica os críticos?

“ ‘Watchmen – O Filme’ – É de uma coragem que se equipara ao cinema suicida feito por Hal Ashby e Michael Cimino.” Rodrigo Fonseca, em O Globo – 31/03/2009

O que dizer de tal frase? Qual a relevância de Michael Cimino? O cara é um Oliver Stone que não deu certo. Não que Oliver Stone “tenha dado certo”; ele é uma merda sem tamanho, um demagogo vagabundo e burro pra cacete. Mas Cimino alia estas ‘qualidades’ ao fracasso comercial.

Se o ‘crítico’, ao recomendar filmes vagabundos, usasse uma argumentação de que jornal é mídia de massa e tem que dar ao público o que ele gosta, já estaria cumprindo mal o seu papel; mas ao menos estaria pondo as cartas na mesa. Da forma que está na frase de abertura não; ele simula um conhecimento cinematográfico (totalmente fake) citando cineastas sem muita relevância já esquecidos há duas décadas (para mostrar que ele conhece além do mainstream).

O impressionante é que o texto todo não chega a duas linhas: “É de uma coragem que se equipara ao cinema suicida feito por Hal Ashby e Michael Cimino.” Ou seja, em apenas uma linha e meia o cara passa um atestado de que é um deslumbrado que não sabe do que está falando e quer fazer parecer que sabe.

Esse ‘crítico’, eu não sei qual a formação dele, que faculdade freqüentou. Sei que enquanto ‘crítico’ de cinema do Globo deu o bonequinho aplaudindo de pé os ‘300’ (de Espartaaaaa!) e escreveu sobre aquele lixo: (o diretor) “Snyder revela uma veia autoral”.

Por acaso, o diretor de ‘300’ é o mesmo de Watchmen. Sério risco de ter hemorróidas próximo à “veia autoral”.

Ambos os filmes são adaptações de quadrinhos. Provavelmente, a leitura mais profunda que um crítico assim pode suportar.

Pronto, já acabou a parte de cinema. Não doeu, né? Apesar de o cara usar a expressão “fake”, que me causa mais nojo do que ver no asfalto um tapete de ratazana, esmagada por roda de carro.

Para voltar ao esquema grosseiro usual do blog, clique no link a seguir, e depois role a página para baixo: https://luizmaia.wordpress.com

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s


%d bloggers like this: